Barato ou caro

Hoje eu estava dentro de uma das lojas do nosso Piso 2 quando entrou uma cliente:

 

  • Oi Fátima, lembra de mim?
  • Olá, tudo bem? (detalhe – Fátima não lembrava o nome)
  • Eu cortava (o cabelo) sempre com você quando não cortava com a Ju. A Ju se mudou e eu fiquei cortando com ela e você veio para cá (ano 2000)
  • Pois é, as vezes a Ju me visita. Fiquei sabendo que as filhas estão trabalhando.
  • Estão sim, só que em outro ramo. Eu gostaria de cortar meu cabelo.
  • Sim claro, como você quer o seu corte?
  • Eu cortei semana passada e o rapaz(? – Ju é mulher) que cortou deixou um buraco aqui.
  • Deixe-me ver. Não é um buraco. É onde fica seu redemoinho, mas se eu usar esta tesoura especial aqui, deixarei seu corte ideal.
  • Também tem umas pontas aqui.
  • Ok. Vamos cortar então?
  • Quanto custa? Eu cortei semana passada!
  • Vou te mostrar a tabela. Está vendo? Lavo, corto e seco por este valor.
  • Mas vai ficar bom né?
  • Certamente.

 

Enquanto Fátima cortava o cabelo eu me lembrava de um máxima americana: “Pague o dobro e compre a metade!”

 

Muitas vezes os consumidores se iludem pelas propagandas e pela aparência das peças. Compram pela internet peças que desconhecem a qualidade. (qual a pessoa que sabe que um livro com páginas feitas em papel com menos de 75 g é mais fino que um papel

A4)

 

E os produtos feitos na China cuja a mão de obra é a mais barata do planeta e que muitas das vezes são produtos recondicionados ou tem qualidade tão inferior que são descartáveis.

Quando compramos produtos e serviços de qualidade superior, a durabilidade é maior, o benefício é maior, a garantia é maior. Quando combinamos isto ao comerciante local, ao produtor local ou ao fabricante local, todos estes benefícios se transformam em um capital social.

Ajudamos o comércio local que fortifica o nosso bairro. Inibimos a compra de produtos de baixa qualidade e consequentemente a exploração de mão de obra.

 

Que maravilha é podermos discutir com o fabricante um produto personalizado, com a estilista da loja no Piso 2 sobre o seu vestido da festa de formatura, com o dono da loja de perfume sobre um perfume que você leu na internet, com o salão de beleza sobre um xampu novo que você viu no site do fabricante.

 

Com efeito, um produto comprado em seu bairro, de um comerciante local, tem muito valor agregado:

seja o imposto que é recolhido em seu município, a mão de obra usada não foi estrangeira, os deslocamentos foram bem menores, as lojas se mantêm abertas, a sensação de segurança no bairro aumenta.

 

O comerciante é  alguém parecido com a maior parte dos trabalhadores: os trabalhadores trabalham para o patrão e o comerciante trabalha para a loja. Uma loja sozinha não vende nada, a loja somente com os funcionários não tem direção e está fadada ao fracasso. Uma loja fracassada é mais uma loja fechada e menos pessoas trabalhando. Lojas fechadas ficam escuras e sem vida. Ambientes vazios e escuros só atraem medo, oportunistas e violência.

 

Atualmente, quando necessito de algo, procuro um valor justo, que leve em consideração:

  • comércio local,
  • mão de obra utilizada,
  • produto original,
  • produto local.

 

Afinal, o “barato” sai caro, e parafraseando Saladino: O que é caro? Nada! Tudo!


**Você pode estar pensando onde digitei este texto. Realmente fui obrigado a digitar em um netbook comprado no Catete e usei o Linux. #achojusto

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Mageirocofobia

Esta será mais uma semana que esta fobia me ataca.

Quem a tem sabe que não é frescura e nem invenção. É algo forte que vem lá de dentro.

Levanto-me inclusive mais cedo e já vou para o banho antes de partir para o trabalho. Saio do quarto e nem bebo água e vou direto para a porta de saída.

Quando chego na Galeria Condor, já com fome, decido subir para o piso 2 e tomar um café reforçado no Up Café.

Já com as forças renovadas vou para meu trabalho. Felizmente em meu trabalho a fobia me abandona e me sinto feliz.

Após telefonemas, emails, plantas, requisições, pedidos, orçamentos e tarefas “bate uma fominha”.

Olho o relógio é já são 1230h.

Volto para a Condor e no Piso 2 tem um restaurante muito bom e durante o almoço, passa por meu corpo um calafrio e a fobia quase me ataca.

De volta ao trabalho, novos desafios, novas tarefas até que o expediente termina.

Ir para casa? Lá a fobia retorna principalmente nestes dias frios. Não devo ir. O que fazer?

Jantar? Onde? Na rotisseria da Condor. Voltar para casa! Ainda não. Circulo pelas lojas do Piso 2 e observo todas as novidades enquanto ganho tempo, tempo este que me servirá para chegar em casa, banhar-me e dormir.

 

Espero sinceramente que este tipo de fobia nunca lhe ataque, no entanto, se a fobia se formar em sua mente não pense duas vezes – vá para a Galeria Condor.

 

 

 

 

 

 


** Mageirocofobia – medo de cozinhar.

*** Volte sempre! ***

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Uma nova loja, uma boa notícia

Direto ao ponto:

Nosso bairro acabar de ganhar mais uma loja!

Contra tudo que ouvimos de negativo, contra tudo que aquele vizinho (que não tem outro assunto sem ser o que ele escuta no bar) e contra a nossa expectativa com relação ao nosso município – aconteceu:

Observei pessoas montando seu negócio, investindo em nosso bairro, incentivando a indústria nacional, empregando, pagando impostos, acreditando.

É bom acreditar em nossos bairros.

Acreditar é mais fácil!

Acreditar não gasta!

Acreditar não “dá rugas”!

ps. Vamos investir em nosso bairro. Se não puder fazer ($) nada, convide alguém, passeie, divulgue, incentive.

*** Volte sempre! ***

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